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riscos_e_rabiscos

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Ainda acerca do Natal.

Não é novidade para ninguém que estamos todos a passar por momentos difíceis economicamente, uns mais do que outros é certo, e que isso nos tem feito repensar toda a nossa vida e sempre que temos de gastar alguns cêntimos, somos obrigados a pensar duas vezes.

 

Pois esta altura, a do Natal, tem por hábito ser uma época de grande consumismo, de gastarmos o que tínhamos e o que não tínhamos em presentes. Às vezes até havia uma espécie de despique para ver quem dava ou recebia o presente mais caro, Havia presentes até para o periquito da vizinha só porque sim.

 

Estamos numa Era em que o valor do Dinheiro se sobrepõe ao dos Valores Morais, ao contrário do que devia acontecer nesta altura Natalícia (e sempre!). Creio que o que mais importa, no fundo, é o Amor ao próximo, à Família, a Paz, a Saúde, a Harmonia e a Alegria, por mais que isto pareça um cliché.

 

Fazendo uma análise um pouco mais profunda, penso que este ano não me senti tão triste e deprimida no Natal porque não fui a única a não poder comprar presentes para ninguém. Não é que isto me traga algum contentamento, simplesmente não me senti a única que não o podia fazer. Penso que conseguem entender este sentimento.

 

Constatei também que, muitos de nós, mesmo sem presentes passámos um Natal feliz, rodeados daquilo que realmente importa: o Amor daqueles que nos amam e que nós amamos também. Parece que afinal os presentes, os bens materiais, só têm a importância que nós lhe quisermos dar. Talvez seja uma lição a aprender por todos nós daqui para a frente.

A Prenda de Natal mais Odiada… (Parte II)

 

Lembram-se do meu post A Prenda de Natal mais Odiada… ? Na altura em que escrevi este texto, nem sequer me atrevi a pensar noutra prenda que realmente causasse…

                                                                    Terror

                                                                                     Pavor

                                                                                                       Temor…

 

Existe outra prenda ainda mais temida que as caixinhas de chocolate. O chocolate tem apenas um senão: é hipercalórico e pode acrescentar uns pneuzinhos às nossas esbeltas figuras quando comido em excesso. De resto, é do melhor que há – docinho, saboroso, macio e capaz de colmatar algumas carências afectivas momentâneas (ou não!).

 

Lembram-se da minha prima R. que eu referenciei no post Hipocrisia Familiar? As suas prendas são as mais temidas por toda a família. Não se ponham já a imaginar que ela oferece algo nocivo ou envenenado. Não. É a sua incapacidade e inabilidade para fazer muitas coisas, a sua falta de imaginação, a sua desorganização, e os cifrões à frente do nariz que a fazem agir assim.

 

Somos quatro primas que sempre convivemos e morámos perto. E como é óbvio, na altura do Natal, sempre trocámos prendas entre nós. Hoje em dia, quem tem filhos, recebe prendas para as crianças mas quem não tem… Que é o caso da minha prima P. e o meu. Então lá recebemos nós um presentinho… não desejado!

 

Para nós, as receptoras dos famosos presentes não desejados, é um mistério a fonte onde ela os vai buscar. Ou são a custo zero da empresa onde trabalha, ou vêm da loja da mãe. Mas acredito que a primeira hipótese é a mais provável.

Tudo leva a crer que ela transformou estas prendas não desejadas em tradição. O N. andou a fazer balanço aqui em casa e nós, graças a ela, já temos seis! Sim, seis! Será que ela se esquece a quem oferece tal prenda?!

 

E agora perguntam vocês: mas que raio de prenda é essa, afinal? A prenda é… uma garrafa de vinho do Porto!!!! Aaaaaargh! I hate Oporto wine! Odeio vinho do Porto! Mas mesmo que gostasse, já estava abastecida de vinho do Porto para os próximos 50 anos! Eu não sou exigente com nada, muito menos com prendas, mas é preciso ter um pouco de bom senso! Seis garrafas?! Bolas! Já nem tenho espaço na garrafeira.

Ainda se fosse um Licor beirão… ou uma Amarguinha…

 

Percebem agora o receio que nós temos em receber prendas da R.? Que fazemos com tantas garrafas daquela coisa? Nós nem gostamos.. Oferecemos a outros? Hummm… não acho justo! Já pedi à minha mãe para dar um toque à minha tia mas ela recusa-se. E agora?! É que este ano recebi mais uma…

 

Natal em Balanço

 

Já nos encontramos no segundo dia após o Natal. Andámos que nem loucos durante algumas semanas a empenharmo-nos para comprar presentes, desesperámos em filas de espera, e atulhámo-nos em iguarias. e de repente.. Pufffs! O dia mais esperado do ano passa tão depressa, que quase não demos por ele!

Dei por mim pouco embrenhada na época natalícia. Não senti grande pressa para fazer a árvore de Natal, comprei as poucas prendas a horas de não me meter na confusão e comprei a matéria-prima para as iguarias natalícias calmamente, evitando as filas gigantescas.

O meu Natal foi passado na minha casa, em família. Éramos cinco gatos pingados a atacar o meu belo bacalhau e o meu borrego assados no forno, acompanhados de umas batatinhas deliciosas. Como eu não aprecio borrego, ataquei o bacalhau!

Chegou a parte dos doces... Ó valha-me Deus! Nem sei por onde começar... Fiz um bolo de chocolate com cobertura de chocolate e natas a pensar no meu irmão. Depois seguiu-se um doce maravilhoso à base de leite condensado que a minha tia Etelvina me ensinou a fazer. É de chorar por mais e este foi feito a pensar no N.. Por último, arrisquei fazer Baba de Camelo. A pedido do N., lá a fiz mas só provei uma colherzinha. Acho que tenho de voltar a fazer para aperfeiçoar uns pormenorzinhos... Como se isto tudo não bastasse, ainda havia um molotoff!

A minha mãe este ano esmerou-se nas filhós. Inovou nas tradicionais da sua terra, fez coscorões e sonhos! Para mim as melhores forma mesmo as da terra dela. Chlép!

Conclusão: tenho resmas de doces por aqui. Alguém quer vir aqui dar uma ajudinha para exterminar os doces de vez?

Depois daquela comezaina toda, resolvemos fazer algum exercício físico abrindo prendas. Ainda recebi algumas prendinhas. O N. ofereceu-me umas botas, a minha mãe duas camisolas o mano e o pai não ofereceram nada..lol! Mas receberam! Ah, e o N. também se auto-presenteou com uma máquina de café espectacular...

O meu dia 25 de há alguns anos para cá, tem sido sempre passado com a minha amiga S. que faz anos precisamente nesse dia. Costumava haver almoço e lanche em casa dela e era uma forma de estarmos juntas nesse dia.

Este ano resolveu não fazer nada. Diz que estava farta da hipocrisia familiar que se juntava à sua volta nesse dia. E, por isso, nem bolo de aniversário queria. É um direito dela que eu compreendo tão bem!

No fim das contas, festejámos o aniversário dela dois dias antes com uma jantarada aqui em minha casa.

Assim, no dia 25, eu e o N. abancámos a tarde inteira no sofá a papar todas as porcarias que deram na tv nesse dia. É que nem sequer nos apeteceu ir à procura de um café aberto para beber um café! Já para nem falar da chuvada que começou a cair... Só saímos de casa para o Pimentinha dar a sua voltinha e fazer as suas necessidades fisiológicas.

Foi assim passado mais um Natal em família.

 

Smells like Christmas

 

Acordei com o cheiro da massa das filhós. Não sei se estava a sonhar com elas ou se era desejo de provar uma. Para decepção minha, foi mesmo só produto da minha imaginação.

 

Se é verdade que a empatia entre mãe-filho e que o sexto sentido feminino existe (este eu sei que sim!), a minha mãe está mesmo sintonizada comigo. Quando eu acordei ela já não estava em casa. Ela levanta-se com as galinhas e depois tem que sair para a rua para dar as voltas dela e ir às compras.

Assim que chegou a casa, disse: ”comprei uma filhós, não sei se são boas ou não…” Estão a ver porque é que eu disse aquilo?

 

Saí de casa e fui tomar o meu (des)café matinal e trocar meia dúzia de palavras tontas com o sr. V. Fui comprar o meu passe e parti em direcção ao Colombo para, mais uma vez, ir na senda da “prenda esgotada”. O panorama continua o mesmo.

Ia eu muito descansadinha a passear pelo corredor e a ver as montras, quando, de repente, vejo duas coisas peludas aos saltos e a andar muito depressa. Socorro!!! Ratos no Colombo?!? Iaics! Aaaargh! Olhei melhor… e afinal não era!!! Eram os pompons pendurados de umas fitas enormes, que rastejavam pelo chão, daquelas botas – que eu acho horrendas – tipo patas de mamute, hiper-mega peludas. Ufa! Decerto que eles devem existir lá mas devem andar mais escondidinhos de dia com tanta confusão. I hope!

 

Este dia de hoje é importante por dois motivos: é o Dia Mundial da Sida e é o dia que arranca o Banco Alimentar. Dois flagelos graves da nossa sociedade actual. A sida teima em aumentar apesar de toda a informação veiculada e disponibilizada. Pensamos sempre que só acontece aos outros e que vale sempre arriscar só aquela vez.

No telejornal diziam que a classe média é a que recorre mais ao banco alimentar e que muitas dessas pessoas são licenciadas, formadas. E depois referenciaram o caso dos professores. E como eu compreendo quem tem de recorrer a estas ajudas. Se eu tivesse filhos, com o meu mini ordenado deste ano, ia ser muito difícil comer, vestir, calçar, pagar casa, água, luz e todas as outras coisas.

Se os nossos governantes ganhassem menos e o dinheiro sobrante fosse distribuído equitativamente, se calhar não era mal pensado.

 

Bom, já perceberam que estou sozinha. O N. ficou lá em baixo (chuif!). E tenho aqui o meu irmão a azucrinar-me a cabeça para lhe colar um autocolante no vidro do carro pra fazer efeito esfumado, à tuning. Vamos lá à experiência para ver como me saio… :P

Amanhã relato aqui o resultado final e, quem estiver interessado, manifeste-se que eu também lhe coloco o autocolantezinho no vidro por uma módica quantia.

 

 

Já é Natal e Ninguém me Avisou?!

                                             

 

Hoje a minha afilhada fez 3 aninhos. Era para ter sido feita uma festinha hoje mas tendo em conta que ela e os pais têm estado com uma virose, a festa foi adiada para amanhã. Afinal sempre é mais um dia para ficarem melhores!

 

Obviamente tive de ir comprar uma prenda para a minha afilhada já que não tinha conseguido encontrar nada que gostasse para a idade dela. E os brinquedos este ano estão muitíssimo caros! Bolas! As crianças cujos pais têm ordenados reduzidos e estão em dificuldades económicas, nem sequer podem sonhar em ter um brinquedo no sapatinho este Natal. Não encontrei um brinquedo abaixo dos 5 euros e os bonecos ou carros que todas as crianças sonham ter, variam entre os 30 e 50 euros. E estes nem são os mais caros…  E se forem 2 crianças ou mais? Fico mesmo triste com isto.

 

Fui ao Colombo. Não gosto muito do toys’rus porque é ainda mais caro. E não acho que tenha coisas extraordinárias. Dei um salto ao continente. Aquilo com que nos deparamos logo é com os brinquedos todos dizimados. Ainda falta mais de um mês para o Natal mas já não há muita coisa. Fui perguntar por um brinquedo que eu achava o máximo e não o conseguia encontrar… Estava esgotado! O rapaz a quem perguntei, deve ter achado que fiquei tão triste que me disse, em jeito de consolo, que para a semana repunham as coisas. Ok…! Lá fui eu vasculhar as prateleiras. Acabei por trazer uma cozinha enorme e giríssima. Espero que ela goste. Amanhã digo.

 

Fui pagar. Por sinal as filas não eram muito grande mas eu levei eternidades até que chegasse a minha vez. Uma senhora com ar de “Tia”, cheia de cartões de crédito estragou tudo. Sacou da sua carteira e entregou um à funcionária… nada! Não passava (devia ser do uso…). Cartão nº2: Não autorizado! LOL! O amante deve ter-lhe cancelado o cartão de crédito porque ela queria que ele deixasse a mulher. Ela ameaçou que ia contar tudo à mulher e ele cortou-lhe o crédito! LOL!

Cartão nº 3: Ufa! Deu! As cores até subiram às faces da senhora! Aquele tinha plafond. E ela queira sair dali o mais rápido possível depois de tamanha vergonha… !

 

Conselho de amiga: se têm prendas para oferecer a crianças, é melhor apressarem-se. Vivam a aventura “Corrida aos Brinquedos Neste Natal” senão ficam com os restos caríssimos e foleiros! E valham-nos santo eurónios!

 

Resistir é Preciso!

 

De manhã fui com a minha mãe às compras. Precisava de umas coisas para mim, de ir ver se tinha correspondência importante e assim sempre ajudo a minha mãe a trazer o carrego das compras.

Estava um ventinho gélido, cortante mesmo. Apertei o casaco até ao pescoço… brrrr!!!

Precisámos de ir ao MB primeiro abastecer as carteiras (lol). Entrámos dentro do banco para não congelarmos nos MB cá fora. A minha mãe foi a primeira a utilizá-lo. Nada. “Lamentamos mas não podemos satisfazer o seu pedido”. Hã? Como assim? Vamos lá fazer uma consulta ao saldo para ver o que se passa. “Lamentamos mas não podemos satisfazer o seu pedido”. Outra vez?!? Então mas esta máquina não sabe dizer outra coisa? Deve ser porque é nova… ainda não aprendeu tudo aquilo que tem de fazer.

Minha vez. Por acaso não precisava de dinheiro, mas sim de fazer uma transferência bancária. Quer dizer, precisava de fazer uma transferência bancária… “Lamentamos mas não podemos satisfazer o seu pedido”. Ai o caraças!

Vamos para fora tentar os outros MB. Tudo na mesma. Ora que bela m****! Logo num dia que a malta precisa de fazer compras.

Concluindo: não dava para fazer operações e nem todos os cartões conseguiam levantar dinheiro. E até nos terminais MB das lojas estava a haver problemas!

Descobri, depois, que afinal esta odisseia tinha sido um problema generalizado e não específico deste banco. Fiquei mais descansada. Espero que amanhã consiga fazer a transferência. Não quero que pensem que sou caloteira porque não sou!!!

 

Reparei que já está tudo natalizado. Ou seja, as lojas já estão cheias de berliques e berloques e de decorações de Natal. Os supermercados recheados de chocolates e coisas boas que é para começarmos já, em Outubro, a engorda do Natal. Em vez de engordarmos só em Dezembro – sempre eram menos uns quilinhos – não, começamos 3 meses antes. Isto vai cada vez melhor. Daqui a pouco começam a surgir nos cafés as filhós, os pastéis de abóbora, as fatias douradas, o bolo rei e mais uma parafernália de coisas boas!!!

Oh mãeeeeeeeeeeeeee!!! Eles estão a por-me à prova com tanta tentação!!! Mas vou resistir! É provável no Natal que coma uma coisinha ou outra (sou uma simples mortal!) mas tudo muito controladinho… I promise! :)

 

Como uma desgraça nunca vem só e o raio da irritação matinal não tinha sido suficiente, tive uma crise de alergia descomunal. Já me doia a cabeça de tanto espirrar e fartei-me de morder a língua com a intensidade dos espirros!!! E não… não morri envenenada porque não sou venenosa! Às vezes tenho mau feitio e sou determinada mas não destilo veneno. ;)

Foi um dia completamente desperdiçado. Fiquei deitadinha na cama, sem me mexer senão espirrava logo, e acabei por dormitar um bocadinho. Às vezes só assim é que esta coisa pára mais um cadinho. Mas eu sei de quem é a culpa… é do ventinho frio que hoje se fez sentir. Já me atasquei de tudo o que era antihistamínico possível de tomar. Portanto, se lerem por aqui algum disparate não fui eu que disse mas sim a dose cavalar de drogas que tomei!!!

 

Bom, então agora vou ali comer um kit kat para ver se isto me passa…

 

Enganei-vos! Tenho sido uma menina bem comportada!!!